Como fã do João Rock 'converteu' marido pagodeiro a roqueiro no interior de SP

  • 22/07/2026
(Foto: Reprodução)
De pagodeiro a roqueiro: como fã do João Rock ‘converteu’ o marido Quando Jaqueline Andrade conheceu Rafael Oliveira, os dois tinham gostos musicais completamente diferentes. Enquanto ela já era conhecida em Porto Ferreira (SP) por organizar excursões para o João Rock, em Ribeirão Preto (SP), e não escondia a paixão pelo rock , ele era fã de pagode e levava o estilo até na forma de se vestir. Quinze anos depois, a diferença do casal ficou no passado. Segundo Jaqueline, bastou ela convencer Rafael a ir ao festival uma vez para que ele descobrisse um novo universo musical e mudasse completamente a própria playlist. "Hoje ele não escuta mais pagode e já faz 15 anos que a gente está junto, faz 15 anos que ele vai no João Rock e ele começou a escutar rock, viciou no O Rappa. Você pega o Spotify dele, é O Rappa e Maneva". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Do batuque do pandeiro ao som da guitarra A história do casal começou em 2011, por meio de amigos em comum. Logo na primeira vez em que Jaqueline foi à casa da família de Rafael, ela ganhou um apelido que acabaria resumindo sua personalidade. "Eu conheci ele através da minha prima, de rede de amigos dela, e aí a gente começou a sair. Eu lembro que a primeira vez que eu fui na casa dele, a mãe dele falou: ‘ah, ele me falou que você é roqueira?’. Então, tipo, eu amei. Aí eu fui identificada como roqueira, eu não tinha nome, ela só sabia que eu era roqueira". Rafael e Jaqueline no primeiro João Rock dele, em 2011 Arquivo pessoal Na época, Rafael era completamente ligado ao pagode. Segundo Jaqueline, o marido frequentava ambientes diferentes dos dela e tinha um estilo que não lembrava em nada o universo do rock. Aos poucos, porém, ela começou a apresentá-lo ao gênero. "Ele era bem do pagode, não tinha nada de rock, até o estilo de se vestir e tudo. Mas aí eu fui chegando, né, e fui moldando do meu jeitinho. Cheguei a ir no pagode uma vez, mas, na verdade, não dava, e ele já sabia que eu era roqueira", diz Jaqueline, em tom bem-humorado. A oportunidade de colocar o plano em prática surgiu com o João Rock, um dos principais festivais de música do país. Como Jaqueline já organizava excursões para o evento, Rafael acabou entrando na programação. "Já era um negócio meu, eu já era bem conhecida por fazer a excursão para o João Rock, então eu ia de qualquer jeito. Iam os nossos amigos, que acabaram se tornando amigos dele também." A auxiliar de faturamento conta que a primeira experiência foi o suficiente para surpreender e convencer Rafael. "Ele ficou impressionado até porque, por ser uma cidade pequena aqui onde a gente mora, o máximo que ele tinha conhecido era a festa de peão aqui da cidade. O João Rock é um mundo totalmente diferente, então foi tudo muito novo para ele, além do gênero musical". Rafael e Jaqueline no João Rock 2025 Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Vencedora do concurso de bandas: 'Vai cair a ficha quando estivermos lá', comemora Lizium Shows por palco: João Rock divulga horários de cada atração Batalha de rimas no João Rock: 'Só quero rimar leve', diz MC Mano Batiz Uma paixão que começou na infância Antes mesmo de conhecer o João Rock, Jaqueline já tinha o rock como parte da rotina. Influenciada pelos pais, ela cresceu ouvindo bandas nacionais e internacionais e, aos poucos, desenvolveu a paixão pelo gênero. "Eu fui influenciada pelos meus pais. Meu pai acordava de manhã tocando Guns, Legião ou Racionais. A minha mãe já era do lado mais internacional, do U2, Aerosmith, Bon Jovi. Então, eu fui crescendo assim, aprendendo a gostar desde criança". Jaqueline Andrade no João Rock 2017 Arquivo pessoal Segundo Jaqueline, a banda que marcou a adolescência foi o Charlie Brown Jr., paixão que surgiu por volta dos 13 anos e permanece até hoje. "Na adolescência veio o Charlie Brown que eu já curtia de criança, mas não tinha muito conhecimento. Então naquela fase adolescente dos 13 anos foi onde desabrochou. Aí começou a paixão pelo Charlie Brown". A ligação com a banda também explica o show mais marcante que ela já assistiu no João Rock. Para Jaqueline, a apresentação de Emicida, em 2013, ano da morte de Chorão, ficou marcada pela homenagem ao vocalista. "Foi o do Emicida, no ano que o Chorão morreu, e aí eu ganhei para assistir do backstage. Então eu estava assistindo aos shows lá de cima, pertinho do palco. E aí teve uma música que o Emicida tocou do Charlie Brown, que ninguém tocava nas homenagens e eu chorei". Jaqueline ao lado de Emicida durante o João Rock Arquivo pessoal Quase duas décadas de amor pelo festival Muito antes de conhecer Rafael, o João Rock já fazia parte da vida de Jaqueline. Ela participou do festival pela primeira vez em 2007, aos 18 anos, depois de um amigo conseguir um par de ingressos de última hora. "Eu tinha acabado de fazer 18 anos e um amigo ganhou um par de ingressos na rádio, um dia na noite antes do João Rock. Aí eu convenci ele a me dar um e a gente foi de busão, sem nem saber direito como que ia voltar". A experiência foi suficiente para que nunca mais deixasse de comparecer ao evento. Nos anos seguintes, passou a organizar excursões saindo de Porto Ferreira e reuniu grupos que a acompanham até hoje. "De lá para cá, eu não perdi nenhum, foi onde eu comecei a fazer excursão, porque na época eu trabalhava na lanchonete, então eu conhecia toda a galera da cidade. Montei uma van só com os amigos para curtir o festival e foi crescendo, inclusive tem uma galera que ia comigo antes e hoje está indo levar o filho". Jaqueline na primeira excursão organizada por ela Arquivo pessoal Após 19 anos, Jaqueline relata que o João Rock vai além dos shows. Foi no festival que ela fez amizades que mantém até hoje. Atualmente, ela diz que o evento já faz parte da rotina do casal e que a viagem anual é um compromisso incancelável. "O festival vai além do line-up, vai além das atrações musicais. Ele é um mundo muito bom, uma energia muito boa. Eu acho que é muito além da música." Excursão realizada pela Jaqueline em 2025 Arquivo pessoal *Sob supervisão de Thaisa Figueiredo Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/joao-rock/noticia/2026/07/22/como-fa-do-joao-rock-converteu-marido-pagodeiro-a-roqueiro-no-interior-de-sp.ghtml


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